sábado, 8 de novembro de 2014


“Que o homem não separe o que Deus uniu.”
 
Foi com estas palavras que Jesus deixou claro que o casamento é uma aliança que dura a vida inteira. Mas são também palavras muito difíceis de serem pronunciadas e vividas para muitos hoje em dia, pois o compromisso parece ter passado a um segundo plano e se prefere viver na emoção do dia e da suposta liberdade.
 
Mas os jovens católicos que querem se comprometer com o sacramento do matrimônio precisam deixar-se guiar por Jesus. O único que os manterá unidos no laço do matrimônio é o amor e o respeito, que começam a ser construídos durante o namoro.
 
Por isso, é preciso dedicar tempo suficiente para deixar os sentimentos amadurecerem durante o namoro.
 
Os batizados que se unem pelo casamento compartilham uma mesma esperança, um mesmo desejo de servir a Deus por meio da sua entrega total ao cônjuge, da santificação na comunhão docasamento.
 
No altar, os noivos dão seu consentimento para amar-se e respeitar-se todos os dias da sua vida. O padre e a comunidade são apenas testemunhas da promessa que os noivos fazem de maneira livre, jurando amor, fidelidade e entrega.
 
O consentimento matrimonial se dá em um ato de total liberdade. Nele, os esposos se entregam mutuamente e sem condições, para amar-se, realizar uma vida em comum e formar sua própria família.
 
O amor entre homem e mulher tem como fruto o nascimento de novas vidas, que asseguram a conservação da espécie humana, a renovação da sociedade e a manifestação do mistério da vida.
 
O sentido mais profundo do matrimônio cristão radica em que os casais não apenas se unirão como pessoas que se amam, mas como filhos e filhas de Deus. Por isso, o amor matrimonial tem um caráter sagrado e simboliza o amor que Deus tem pela alma humana, bem como seu amor pela Igreja.
 
São Paulo explica isso de maneira clara em sua Carta aos Efésios 5, 25:
 
“Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja - porque somos membros de seu corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne (Gn 2, 24).”
 
Portanto, o matrimônio é:
 
- Comunidade de vida e amor
 
- Comunidade sacramental
 
- Comunidade de ajuda e integração mútua
 
- Comunidade paternal de procriação e educação
 
- Comunidade apostólica
 
(Artigo publicado originalmente pela Arquidiocese de León)Fonte:Aleteia

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