O mais espantoso é que Dugin tenha conseguido fazer adeptos no mundo dos futuros escravos do “Império Euro-asiático”.
Para
esses enganos ele usufruiu de antigas amizades. Estas provêm da rede de
“grupos de influência” que a URSS espalhou outrora no Ocidente.
O ideólogo russo Alexander Dugin, conhecido apenas em minúsculos círculos esotéricos, veio se projetando nos últimos anos pelo fato de Vladimir Putin tê-lo escolhido como seu ideólogo predileto.
O Kremlin fez dele uma espécie de porta-voz filosófico para lograr certa intelligentsia ocidental.
Ignora-se
ao certo se Putin acredita no que diz Dugin, pois nos pragmáticos
discursos do chefe do Kremlin é difícil achar a embaralhada verborragia
ocultista de seu ideólogo.
Porém,
o ditador se enfeita ostentando um pensador de seu agrado, embora assaz
escuro, contraditório, místico-panteísta e com fulgores satanistas.
Dugin
propala, sem ser desmentido pelo seu patrão, a ideia de uma Rússia
liderando um “Império Euro-asiático”. A proposta ecoa o sonho leninista
de uma revolução mundial que encaixaria todas as nações na União de
Repúblicas Socialistas Soviéticas, ingloriamente fracassada.
Dugin
não duvida em atrelar a essa “nova URSS euro-asiática” países como
Áustria, Hungria, Romênia, Servia e Eslováquia, que sofreram na própria
pele a ferocidade da escravidão soviética e que deram o sangue de seus
melhores filhos para dela se libertar.
Para
Dugin, a Rússia deve anexar completamente a Ucrânia e exterminar os
ucranianos, de modo muito especial os católicos, segundo reportagem do “International Businnes Times”.
Dugin
também ensina que a Polônia é um “erro histórico”, pois são eslavos
católicos que não pertencem à igreja cismática russa presidida pelo
Patriarca de Moscou.
Pelo
fato de professarem a fé católica, os poloneses teriam degenerado da
raça eslava, não têm lugar em seu oculto universo cósmico e devem ser
suprimidos.
Dugin
também prega o desaparecimento dos países próximos dos EUA, inclusive
os europeus, que deveriam ser anexados pela força ao “Império
Euro-asiático”. Essa seria a exigência de fenômenos geográficos ou de
forças telúricas a que ele atribui um poder materialista absoluto e
incoercível.
O mais espantoso é que Dugin tenha conseguido fazer adeptos no mundo dos futuros escravos do “Império Euro-asiático”.
Para
esses enganos ele usufruiu de antigas amizades. Estas provêm da rede de
“grupos de influência” que a URSS espalhou outrora no Ocidente. A rede
atravessou incólume e impunemente o período da transição da “URSS 1.0”
para a “URSS 2.0”, como dizem as juventudes putinistas.
Os ucranianos devem ser extintos, diz Dugin, sobretudo os católicos.Fonte:midiasemmascara

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