O Titanic não tinha apenas pessoas ricas e famosas, mas também um futuro santo. Isso se concretizará com a beatificação do Pe. Byles,
o sacerdote inglês que viajava no navio e que, quando este começou a
afundar, se negou duas vezes a ser resgatado, para poder continuar dando
conforto às pessoas. Ele rezou e esteve com as vítimas até o final.
No dia 14 de abril deste ano, o naufrágio do Titanic cumpriu 103
anos. Nele, faleceram 1.500 pessoas. O padre estava lá porque ia a Nova
York para o casamento do seu irmão William.
No navio, havia majoritariamente cristãos (protestantes e católicos) e
judeus, e o padre Byles preferiu assisti-los espiritualmente ao invés
de ser salvo.
É outro sacerdote inglês, o Pe. Graham Smith, de Saint Helen, em
Chipping Ongar, condado inglês de Essex, quem está por trás da petição
para que Byles suba aos altares. Por enquanto, o Pe. Smith pede aos
fiéis que invoquem o padre para que, quando houver um milagre por sua intercessão, seja possível dar entrada na causa de beatificação.
O site www.fatherbyles.com
conta a vida do Pe. Byles, bem como seus escritos e os textos da sua
última missa, celebrada no dia do naufrágio, no segundo domingo da
Páscoa de 1912.
A homilia é particularmente impactante: disserta sobre a necessidade
de um resgate espiritual mediante a oração e os sacramentos no caso de
um naufrágio – físico ou espiritual. Depois de poucas horas, o Titanic
afundou.
O Pe. Byles era filho de um pastor congregacionista e se converteu ao
catolicismo em Oxford. Foi estudar em Roma e, ao voltar, foi destinado a
Saint Helen.
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